domingo, 20 de maio de 2012
Filme
Todo
ano, os gananciosos gafanhotos exigem uma parte da colheita das formigas. Mas
quando algo dá errado e a colheita é destruída, os gafanhotos ameaçam atacar e
as formigas são forçadas a pedir ajuda a outros insetos para enfrentá-los numa
batalha.
Esse filme é muito bonitinho e agrada todas as idades, ainda por cima é educativo para as crianças.
Esse filme é muito bonitinho e agrada todas as idades, ainda por cima é educativo para as crianças.
Paulo Freire
Ensinar, aprender:
leitura do mundo, leitura da palavra
leitura do mundo, leitura da palavra
NENHUM TEMA mais adequado para constituir-se
em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação
crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É
que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do
que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e
de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira
que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes
aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno
aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o
ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.O aprendizado do
ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o
aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se
verifica à medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente
disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura
envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas,
que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que
a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de
sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas
agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os
caminhos de sua curiosidade — razão por que seu corpo consciente,
sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua
ingenuidade e à sua criatividade — o ensinante que assim atua tem, no
seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a
ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo
ensinado.
domingo, 13 de maio de 2012
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